Snoopy

Ficha Técnica

Título: Peanuts / 1965-2011 / EUA / Cor (série animada baseada nas tiras de quadrinhos homônimas publicadas em jornais de 02/10/1950 a 13/02/2000, escritas e desenhadas pelo cartunista norte-americano Charles Monroe Schulz)
Formato: 43 especiais de tevê com duração média de 25 minutos cada e quatro longas-metragens produzidos para o cinema
Exibição: 09/12/1965 a 27/11/1992 (CBS); 18/01/1994 (NBC); 14/02/2002 a 20/11/2006 (ABC); e 24/11/2011 (Fox)
Dublagem Brasileira: Maga (SP), Herbert Richers (RJ), SC (SP) (atual Sigma), VTI (RJ) e MasterSound (SP)

História, Criação e Desenvolvimento

Charles Monroe Schulz (Minneapolis, Minnesota, 22/11/1922 – Santa Rosa, Califórnia, 12/02/2000) estudou na escola de educação primária Richard Gordon de Saint Paul. Era um adolescente tímido e solitário, talvez por ser o mais jovem de sua classe na Central High School. Depois da morte da sua mãe, em fevereiro de 1943, alistou-se no Exército dos Estados Unidos, sendo enviado ao Acampamento Campbell, em Kentucky. Dois anos depois foi para a Europa lutar na Segunda Guerra Mundial como líder da esquadra de infantaria da 20ª Divisão Blindada dos Estados Unidos.

Charles Schulz

Depois de deixar o exército em 1945, começou a trabalhar como professor de arte na Art Instruction Inc. Em 1947, Charles Schulz vendeu uma tira chamada “Lil’ Folks” para um jornal de sua cidade natal, o St. Paul Pioneer Press. “Lil’ Folks” foi publicada semanalmente por dois anos. Porém, quando Schulz pediu para que a publicação da tira fosse diária, acabou sendo despedido. Em 1948, o cartunista vendeu um painel de tira cômica para o jornal Saturday Evening Post e continuou a vendê-los até 1950, ano que viajou para Nova Iorque com muitos projetos de desenhos.

Schulz foi a uma reunião da editora United Feature Syndicate. E então, no dia 02/10/1950, Peanuts, nome do qual, no começo, Schulz não gostou, fez sua estréia em sete jornais dos Estados Unidos, onde Snoopy apareceu pela primeira vez e logo transformou-se em um grande sucesso. Schulz originalmente ia chamar o cão de “Sniffy”, até que descobriu que esse nome já era usado noutra banda desenhada (tirinha). Snoopy foi durante dois anos uma figura silenciosa, agindo como um cão real (caminhava sobre as quatro patas), mas, em 19 de Outubro de 1952, ele verbalizou os seus pensamentos aos leitores pela primeira vez através de balões. Snoopy tinha também a capacidade de entender tudo o que as restantes personagens dos Peanuts, com quem interagia, diziam. Schulz, após esta data, passou a incluir essas características nas suas tiras.

Snoopy é um cão extrovertido com complexo de Walter Mitty, com muitas virtudes. A maior parte delas não são reais, mas sonhos que fazem parte do seu mundo de fantasia, que aparecem quando Snoopy dorme no telhado da sua casinha. Muitos dos momentos memoráveis dos “Peanuts” ocorreram durante esses sonhos nos quais ele era um escritor: o seu eterno abrir da mala onde está a máquina de escrever. “Estava uma escura e tempestuosa noite…” foi tirado de uma história de Edward George Bulwer-Lytton escrita em 1830 chamada Paul Clifford. O contraste entre a existência de Snoopy no mundo dos sonhos e de Charlie Brown no mundo real é o centro do humor e da filosofia de Peanuts.

Um dos primeiros desenvolvimentos do personagem de Snoopy foi a sua tendência para dormir no telhado da sua casa, em vez de dentro dela. Depois, Snoopy passou a andar apenas com duas pernas como um humano. Isso rapidamente se tornou tão comum que quase não se notou quando Snoopy começou a revelar uma variedade de alter egos, a personalidade mais notável é a do piloto da Primeira Guerra Mundial. Para compor esta faceta, ele põe os seus óculos de aviador, o seu capacete e voa no seu Sopwith Camel (na verdade, a sua casinha), lutando contra Manfred von Richthofen, o Barão Vermelho (que aparece indiretamente representado pelas balas que atingem a sua casinha).

Snoopy também se torna “Joe Cool” quando põe os óculos de sol e se encosta na parede sem fazer nada. Ele tem também uma personalidade em que é um escritor famoso, um advogado, um jogador de hóckei no gelo, um patinador olímpico, o “Beagle Solitário” (o primeiro cão a voar sozinho sobre o Atlântico) e também o primeiro astronauta a chegar à Lua.

Fora do seu mundo de fantasia, ele é o interbases na pequena equipe de baseball do seu dono, Charlie Brown, e também o melhor jogador do time. Snoopy é também um “escoteiro beagle” (Beagle Scout), a versão dos “Peanuts” do “Eagle Scout” e é o líder de uma tropa que é constituida pelo Woodstock e por outros pássaros seus amigos. Este tema aparece ao longo de toda a banda desenhada. Outras personalidades que Snoopy apresenta são: o “Flashbeagle”, o “Vulture”, e o “Legionário estrangeiro”.

Por um tempo, em 1977, Snoopy ficou prometido a uma cadela que nunca apareceu, que ele conheceu enquanto guardava a casa da Peppermint Patty. Mas, ela fugiu com o irmão do Snoopy, o Spike, e mais tarde viu-se a sua chegada ao deserto do Spike. Esta história foi adaptada à animação com o nome: “O Snoopy vai casar, Charlie Brown” (Snoopy’s Getting Married, Charlie Brown).

Snoopy é bilingue, pois compreende um pouco de francês. A sua comida de cão chama-se “para cães que voaram na primeira guerra mundial e compreendem um pouco de francês”. Ele fracassou no seu curso de geometria, que era sua desculpa para não poder seguir o curso de golfe. O famoso beagle tem também a sua própria dança, que se chama a Dança do Snoopy (Snoopy dance).

Schulz, numa entrevista em 1997, disse o seguinte acerca do caráter de Snoopy: “ele tem que sair do seu mundo de fantasia para sobreviver. Por outro lado, se assim fosse ele levaria uma vida miserável e aborrecida.”

Snoopy e Charlie Brown

Em seus últimos anos, Schulz sofreu de Mal de Parkinson. Como resultado, é possível observar no traço de suas últimas tiras o tremor de sua mão. Ele admitiu que algumas vezes os tremores eram tão desagradáveis que, enquanto trabalhava, precisava segurar com uma mão no canto de sua mesa para que tivesse firmeza. Devido aos problemas de saúde, Schulz anunciou, em dezembro de 1999, sua despedida dos jornais. Um mês após a publicação de sua última tira, em 3 de janeiro de 2000, Charles Monroe Schulz faleceu em Santa Rosa, EUA, no dia 12 de fevereiro de 2000, aos 77 anos de idade.

No final de sua vida, consciente de que seus personagens sobreviveriam ao autor, Schulz pediu para que sua obra permanecesse o mais autêntica possível e que suas tiras não fossem, como de costume, continuadas por outro desenhista, pedido que foi respeitado por sua família. As tiras publicadas pelo United Feature Syndicate após a sua morte são, na verdade, tiras originais já anteriormente publicadas, apenas com a data alterada e, mais recentemente, coloridas.

O produtor e animador Bill Meléndez (nascido em 1916, no México) faleceu em 02 de setembro de 2008, em Santa Mônica, Califórnia, aos 91 anos de idade.

A Série Animada

A animação baseada nas tiras teve início quando a Ford Motor Company adquiriu os direitos sobre os personagens. Foram produzidas uma série de comerciais de tevê em cores para os seus automóveis e aberturas para um programa patrocinado pela empresa denominado “The Tennesse Ernie Ford Show”. Quando o programa parou de ser exibido em 1961, as negociações duraram mais três anos. Os comerciais foram animados por Bill Meléndez para a Playhouse Pictures, um estúdio de animação cujo cliente era a própria Ford. Schulz e Meléndez tornaram-se amigos e quando o produtor Lee Mendelson decidiu produzir uma sequência animada de dois minutos para um documentário de tevê chamado “A Boy Named Charlie Brown in 1963″, ele trouxe Meléndez consigo para o projeto. Antes que o documentário fosse finalizado, os três (Schulz, Mendelson e Meléndez), mais o seu patrocinador, The Coca-Cola Company, produziram o primeiro especial de tevê com 30 minutos, o vencedor dos prêmios Emmy e Peabody, “A Charlie Brown Christmas” (O Natal de Charlie Brown) que foi ao ar pela rede de televisão CBS em 09 de dezembro de 1965. Tudo porque a Coca-Cola simplesmente perguntou a Mendelson se ele tinha algum especial de Natal para televisão e ele respondeu que sim. Em seguida, Mendelson ligou para Schulz dizendo: “acabei de vender um especial de Natal para a Coca-Cola”, mesmo não tendo um roteiro pronto sequer.

A versão animada de Peanuts difere das tiras dos jornais em alguns aspectos. Nos quadrinhos, ouvem-se as vozes dos adultos, ainda que as suas conversas sejam apenas descritas pelas crianças. Para traduzir este aspecto à animação, usa-se um som de aspecto murmurante, produzido por um trombone, para simular as vozes dos adultos, uma vez que estes nunca apareciam em cena. Nas tiras, os pensamentos de Snoopy se expressam por balões; na animação, ele é tipicamente mudo, comunicando seus pensamentos através de grunhidos ou risos (dublados por Bill Meléndez) e pantomima, ou ainda, tendo um personagem humano verbalizando seus pensamentos por ele.

O sucesso do especial “O Natal de Charlie Brown” foi o empurrão para a CBS levar posteriormente ao ar muitos outros especiais de Peanuts em horário nobre, começando com “Todas as Estrelas de Charlie Brown” (Charlie Brown’s All-Stars) e “É a Grande Abóbora, Charlie Brown” (It’s the Great Pumpkin, Charlie Brown), ambos em 1966. O especial “A Charlie Brown Thanksgiving”, de 1973, também foi vencedor do prêmio Emmy. Parte do sucesso da série se deve à trilha sonora de jazz composta pelo pianista Vince Guaraldi (1928-1976), e particularmente ao tema “Linus and Lucy”.

Além da Coca-Cola, outras companhias patrocinaram a série animada Peanuts com o passar dos anos, entre elas, os bolos Dolly Madison, Kellogg’s, McDonald’s, os doces Peter Paul-Cadbury, General Mills e Nabisco.

Schulz, Mendelson e Meléndez também produziram quatro longas-metragens para o cinema com os personagens das tiras, sendo o primeiro deles “Um Menino Chamado Charlie Brown” (A Boy Named Charlie Brown, 1969). Muitos destes longas foram feitos a partir do material das tiras de Schulz, que foi adaptado para a tela grande, embora em outros casos os enredos tenham sido desenvolvidos originalmente, sem nenhuma referência aos quadrinhos. É o caso de “The Charlie Brown and Snoopy Show”, uma série de especiais de tevê que foi ao ar aos sábados em 1983, na CBS, por duas temporadas.

No final dos anos 1980, a popularidade da série de tevê começou a diminuir e a CBS demonstrou falta de interesse em novos especiais, rejeitando completamente até “It’s Spring Training, Charlie Brown”. Uma minissérie de oito episódios chamada “This is America, Charlie Brown”, por exemplo, foi lançada durante uma greve do escritor. Finalmente, o último especial de Peanuts produzido enquanto Schulz ainda estava vivo, foi lançado direct-to-video. Após a morte de Schulz (2000), novos especiais foram produzidos pela dupla Mendelson-Meléndez e transmitidos pela ABC, que obteve os direitos para mais três programas. Um dos mais recentes, “He’s a Bully, Charlie Brown”, foi transmitido pela ABC em 20 de novembro de 2006, visto por aproximadamente 10 milhões de telespectadores. O último especial, “Happiness is a Warm Blanket, Charlie Brown”, foi ao ar pela Fox americana em 24 de novembro de 2011.

Em outubro de 2007, a Warner Bros. adquiriu da Paramount (por uma quantia de dinheiro não revelada) todo o catálogo de Peanuts. A Warner detém agora os direitos sobre todos os produtos relacionados a Peanuts (incluindo mais de 50 especiais de tevê) para distribuição mundial. A empresa está fazendo planos para desenvolver novos programas para televisão, para o mercado de vídeo e curtas-metragens para distribuição digital. No entanto, a Paramount ainda detém os direitos dos longas-metragens produzidos para o cinema, tanto os dois primeiros filmes (“A Boy Named Charlie Brown” e “Snoopy, Come Home”) que eram de propriedade da CBS e distribuídos pela Paramount originalmente, quanto os dois últimos (“Race for Your Life, Charlie Brown” e “Bon Voyage, Charlie Brown” (And Don’t Come Back!!), que foram, na ocasião, lançados diretamente pela Paramount.

Os Personagens Principais

Além do simpático beagle, os personagens principais que participam da série animada são:

Charlie Brown: de calças curtas, calvo e cabeça redonda, coroada por uma única mecha de cabelos na frente, é um menino de “oito anos e meio”, sempre cheio de preocupações. É o dono do Snoopy. Este personagem se caracteriza por um humor delicado e melancólico, traço marcante na personalidade de seu criador, Charles Schulz. É otimista alguns momentos, mas no geral, é um frequente perdedor. O personagem apareceu pela primeira vez numa história em quadrinhos publicada em St. Paul Press e o desenhista logo o incluiu em seu célebre “Peanuts”, publicado pela primeira vez, em sete jornais diferentes, dia 2 de outubro de 1950.

Patty Pimentinha (Patricia “Peppermint Patty” Reichardt): ela é uma má aluna, costuma dormir nas aulas e só tira D-, mas nunca perde o bom humor. Senta na frente de Marcie, sua melhor amiga, a quem costuma dizer freqüentemente “você é estranha/esquisita”. Mantém uma queda secreta por Charlie Brown, e conversa muito ao telefone com ele, chamando-o sempre de “Minduim”. Foi inspirada em uma prima de Schulz que na infancia, adorava as brincadeiras de menino e odiava as regras dos adultos.

Lucille “Lucy” van Pelt: é a irmã mais velha de Linus. Lucy apareceu pela primeira vez em 3 de março de 1952 como um bebê de olhos grandes que constantemente atormentava os pais. Ainda no início, Schulz eliminou os círculos em volta dos olhos dela e permitiu que ela crescesse até alcançar a idade dos outros personagens e rapidamente se tornou familiar a sua personalidade mandona, sarcástica e egoísta. É muito cínica, grita muito, é impaciente, muito mal humorada e freqüentemente é malvada com os outros personagens da série, particularmente com o irmão Linus e Charlie Brown. Os seus sorrisos e motivos raramente são verdadeiros. Costuma apresentar argumentos sem lógica e as suas perspectivas são sempre egocêntricas, a sua maneira de ver as coisas é única. Lucy gosta de Schroeder, que prefere tocar Beethoven a estar com ela.

Isaura/Sally Brown: é a irmã mais nova de Charlie Brown. Tem cabelo loiro e curto, freqüentemente aparece com uma flor na cabeça. Usa um vestido que pode ser azul ou rosa. Muito crítica e séria às vezes parece uma advogada ou uma psicóloga quando fala. Ela é muito teimosa e até que provem o contrário ela quem tem a razão, mas é generosa. É apaixonada por Linus van Pelt, chama-o de “meu namorado”, ele por sua vez responde “eu não sou seu namorado!”. Como o Schroeder faz com Lucy van Pelt, ele geralmente “foge” dela com uma resposta sarcástica.

Linus van Pelt: é o irmão de Lucy e o melhor amigo de Charlie Brown. Ele apareceu pela primeira vez em 19 de setembro de 1952. No entanto, seu nome só foi mencionado três dias depois. Apesar da tenra idade, Linus é muito observador e erudito, agindo como o filósofo e teólogo da série, mencionando frequentemente o Evangelho. Ele está sempre agarrado ao seu cobertor azul. Às vezes, é tiranizado pela sua irmã mais velha, Lucy. É também o interesse amoroso de Sally, irmã de Charlie.

Chiqueirinho: o menino que está sempre sujo, nem tem um nome de verdade. A graça é que de vez em quando ele tenta se limpar, mas não consegue.

Schroeder: é um garoto que se distingue pelo precoce talento em tocar piano, bem como pelo seu amor à música clássica e ao compositor Ludwig van Beethoven em particular. É também o interesse amoroso da Lucy, para quem ele não dá a mínima bola. Apareceu pela primeira vez como bebê em 1951, mas cresceu até alcançar a idade dos outros personagens nos três anos seguintes. Inicialmente, ele não tinha nenhuma característica notável, mas logo Schulz teve a idéia de colocar o piano de sua filha Meredith na história. Ele decidiu associar o piano ao mais recente personagem da história, e assim nasceu o personagem de Schroeder, tal como ele é hoje conhecido por milhões de fãs.

Marcie: uma menina tímida, míope, “estranha”, boa aluna e sua melhor amiga é a Patty Pimentinha, a quem ela só chama de “meu” ou “senhor” (depende da tradução). Assim como sua amiga, possui uma queda secreta por Charlie Brown.

Woodstock: é um passarinho amarelo que perdeu a sua mãe ainda filhote. Snoopy o encontrou na ocasião em um ninho em cima de sua barriga e resolveu “adotá-lo”. É o melhor amigo de Snoopy e também seu fiel confidente. Fala apenas a linguagem dos pássaros, usando um alfabeto cheio de exclamações que expressam emoções, frustrações e seu real temperamento, que só o seu amigo Snoopy entende.

Dublagem

A série animada foi dublada no Brasil por cinco (!) estúdios diferentes, alguns até cometeram o absurdo de dublá-la mais de uma vez. Charlie Brown e seu cachorrinho Snoopy viraram o símbolo da disputa de força entre as duas maiores emissoras da tevê aberta brasileira no passado (SBT e Globo) no eixo São Paulo – Rio, e dos dois maiores canais infantis por assinatura da atualidade (Cartoon Network e Nickelodeon). O SBT (então TVS), através do seu estúdio Maga, comandado por Marcelo Gastaldi (1944-1995), fez a primeira dublagem em 1984, que foi exibida pelo próprio canal até o início dos anos 1990, quando a Maga Produções Artísticas encerrou suas atividades. A partir daí, a Globo e o estúdio Herbert Richers do Rio redublaram a série, sendo transmitida pela mesma emissora.

A série retornou a São Paulo para ser lançada no mercado de VHS com a redublagem da SC-SP (atual Sigma). Em um determinado momento, ainda nos anos 1990, a série retorna ao Rio para ser redublada pela VTI, praticamente com o mesmo elenco que atuou pela Herbert Richers, versão que foi exibida pela Rede Record ainda naquela década. Retorna então a São Paulo para ser redublada pela MasterSound e ser exibida pelo canal de assinatura Cartoon Network, para, finalmente, voltar ao Rio e ser redublada (de novo) pela VTI, com exibição através de outro canal de assinatura, o Nickelodeon, nos anos 2000.

Segue abaixo a relação dos nomes que fizeram as vozes dos nossos queridos personagens nas (várias) versões brasileiras:

Snoopy e Woodstock: efeitos vocais mantidos no original, por Bill Meléndez.
Charlie Brown: Marcelo Gastaldi (1ª voz, Maga-SP), Selton Mello (2ª voz, Herbert Richers-RJ / VTI-Rio), Ulisses Bezerra (3ª voz, SC-SP), Marcelo Campos (4ª voz, MasterSound-SP), José Leonardo (5ª voz, VTI-Rio).
Lino: Lira Rodrigues (1ª voz, Maga-SP), Oberdan Júnior (2ª voz, Herbert Richers-RJ / VTI-Rio), Wendell Bezerra (3ª voz, SC-SP / MasterSound-SP), Felipe Drummond (4ª voz, VTI-Rio).
Lucy: Lúcia Helena (1ª voz, Maga-SP), Marisa Leal (2ª voz, Herbert Richers-RJ), Cecília Lemes (3ª voz, SC-SP / MasterSound-SP), Jéssica Marina (4ª voz, VTI-Rio).
Schroeder: Carlos Seidl (1ª voz, Maga-SP), José Leonardo (2ª voz, Herbert Richers-RJ), Hermes Barolli (3ª voz, SC-SP), Fábio Lucindo (4ª voz, MasterSound-SP), Bruno Pontes (5ª voz, VTI-Rio).
Patty Pimentinha: Sandra Marah (1ª voz, Maga-SP), Miriam Ficher (2ª voz, Herbert Richers-RJ / VTI-Rio), Leda Figueiró (3ª voz, SC-SP), Fernanda Bullara (4ª voz, MasterSound-SP), Lina Mendes (5ª voz, VTI-Rio).
Márcia: Zodja Pereira (1ª voz, Maga-SP), Guilene Conte (2ª voz, Herbert Richers-RJ / VTI-Rio), Raquel Marinho (3ª voz, MasterSound-SP).
Sally Brown: Leda Figueíró (1ª voz, Maga-SP), Carmem Sheila (2ª voz, Herbert Richers-RJ), Angélica Santos (3ª voz, SC-SP / MasterSound-SP), Indiane Cristine (4ª voz, VTI-Rio).
Pig Pen (Chiqueirinho): Nelson Machado (1ª voz, Maga-SP), Manolo Rei (2ª voz, Herbert Richers-RJ).
Rerun (o irmãozinho de Lino e Lucy): Orlando Viggiani (1ª voz, SC-SP).

DVD

No mercado brasileiro, foram lançados alguns títulos com toda a turma dos Peanuts, a seguir:

Coleção: DVD Snoopy & Charlie Brown – Triplo (2009, Warner Home Vídeo): box com três dvds, cada um contendo um episódio clássico referente a um feriado (O Natal de Charlie Brown; É a Grande Abóbora, Charlie Brown; Charlie Brown e o Dia de Ação de Graças) com seus respectivos making of’s e episódios bônus;

Seja Meu Namorado, Charlie Brown (2010, Warner Home Vídeo): dvd simples com o episódio homônimo, mais dois episódios relacionados ao dia dos namorados (Você Está Apaixonado, Charlie Brown; É o Seu Primeiro Beijo, Charlie Brown), e um making of relacionado ao especial homônimo;

Snoopy e Charlie Brown: Coleção dos Anos 60 – Duplo (2010, Warner Home Vídeo): dvd duplo com os seis primeiros especiais de TV exibidos entre 1965 e 1969 (O Natal de Charlie Brown; Todas as Estrelas de Charlie Brown; É a Grande Abóbora, Charlie Brown; Você Está Apaixonado, Charlie Brown; O Cachorro é Seu, Charlie Brown; Foi um Rápido Verão, Charlie Brown) , mais um documentário especial sobre o grande pianista responsável pela trilha sonora da série animada, Vince Guaraldi;

Snoopy e Charlie Brown: Coleção dos Anos 70 – Duplo (2011, Warner Home Vídeo): outro DVD duplo, com mais seis especiais de TV exibidos entre 1971 e 1974 (Toque de Novo, Charlie Brown; Você Não Foi Eleito, Charlie Brown; Não Há Tempo Para o Amor, Charlie Brown; Charlie Brown e o Dia de Ação de Graças; É um Mistério, Charlie Brown; É o Beagle da Páscoa, Charlie Brown), mais um documentário sobre a criação do melhor amigo do Snoopy, o Woodstock.

Novo Filme

Os personagens Snoopy, Charlie Brown, Woodstock e Patty Pimentinha chegarão em 2015 aos cinemas, sob os olhos atentos de Craig Schulz, filho do lendário cartunista Charles M. Schulz, criador dos personagens.

peanuts-filme

“Eu sou muito mais protetor do que meu pai era”, disse Craig ao jornal USA Today. “Nossa meta principal sempre foi de sermos autênticos ao trabalho e legado dele. Esperamos o melhor momento. O nosso primeiro objetivo foi respeitar o seu trabalho e seu legado”, declarou Craig Schulz, filho do criador de Snoopy Charles Schulz, morto em 2000.

A adaptação das tirinhas Peanuts foi criada por meio da parceria da 20th Century Fox Animation e Blue Sky Studios, que é o mesmo estúdio da franquia “A Era do Gelo”. O título em inglês é “Peanuts” e o site oficial peanutsmovie.com.

O filme é dirigido Steve Martino, que já comandou animações como “Horton e o Mundo dos Quem” e “A Era do Gelo 4″. O roteiro é de Craig Schulz, Bryan Schulz (neto de Charles e filho de Craig) e Cornelius Uliano.

O lançamento está marcado para o dia 6 de novembro de 2015 – ano que os personagens comemoram 65 anos. O filme será lançado em 3D com o título “Peanuts: Snoopy & Charlie Brown – O Filme”. Por enquanto, a estreia no Brasil está programada para 10 de dezembro de 2015.

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O autor desta matéria é Alexandre Marques Silva. Escreva para nós e faça seus comentários.

Multimídia

Clique e assista a um episódio de Snoopy com a dublagem original brasileira, feita pelos estúdios Maga.

Galeria

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Comentários

  1. albertino disse:

    Um deseho clássico, principalmente na dublagem Maga com o saudoso Marcelo Magaldi e Cia.