Universo AIC: As Fases da Dublagem no Brasil

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Do Blog Universo AIC
Por Marco Antônio dos Santos

Introdução

A história da dublagem no Brasil é muito complexa, devido a enormes lacunas que se apresentam por falta de material fotográfico e, sobretudo, de depoimentos de seus pioneiros e dos inúmeros registros sonoros que foram se deteriorando com o decorrer do tempo. Além disso, tem a questão das redublagens. Aqui, baseado em tudo aquilo que já pesquisei nesses 27 anos de resgate da dublagem do estúdio AIC, fui remontando um pouco das fases que a dublagem brasileira já atravessou. Sendo assim, traço aqui um painel,  ainda que seja puramente a minha observação, através de tudo que já li, pesquisei e conversei com diversos profissionais da área.

1ª Fase (1938-58): Artesanal

O americano Wallace Downey, da gravadora Columbia, veio ao Brasil dirigir a filial da empresa e se uniu ao jornalista Adhemar Gonzaga, proprietário dos

Alberto Ribeiro e Braguinha

Alberto Ribeiro e Braguinha

estúdios Cinédia, que estavam começando a produzir filmes no Rio de Janeiro. Os dois fundaram a empresa Waldow-Cinédia. Em 1934, Downey não conhecia ninguém no Rio de Janeiro, pois ficava em São Paulo. Com isso, Wallace convidou, no Rio de Janeiro, os compositores e parceiros Braguinha e Alberto Ribeiro para ajudarem na escolha de elenco.

Em 1938, Downey se separou de Adhemar Gonzaga e fundou a Sonofilmes, ao lado do produtor cinematográfico Alberto Byington Jr. E Braguinha continuou a parceria com Wallace Downey.

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Adhemar Gonzaga

Foi justamente nesta época que Walt Disney estreou o primeiro desenho animado de longa-metragem sonoro, “Branca de Neve e os Sete Anões”, uma adaptação da história dos Irmãos Grimm. Assim, Braguinha e sua experiência com cinema (algo raro para a época), compôs as letras das músicas, escolheu todo o elenco e dirigiu a dublagem. Alguns técnicos americanos ficaram impressionados com o fato de terem conseguido fazer isso no Brasil. O equipamento sonoro de que dispúnhamos era muito empírico ainda, até mesmo na gravação de discos. Consta que para fazer eco, tinham que cantar no banheiro. E “Branca de Neve” foi um sucesso.

Assim nasceu a dublagem brasileira, com artistas que trabalhavam no rádio e cantores de grande sucesso da época, como Carlos Galhardo, Dalva de Oliveira e tantos outros.

Com o desenvolvimento do estúdio de Walt Disney, outros longas-metragens foram chegando ao Brasil, como “Cinderela” e “A Bela Adormecida”. Já na década de 1950, o estúdio era denominado Cinelab, mas trabalhava basicamente na dublagem de desenhos para o cinema, com arranjos musicais apropriados à língua portuguesa. Muitos dubladores ainda não tinham a noção de que estavam fazendo um grande trabalho artístico: a dublagem!!

Dessa fase, já surgiram nomes como Magalhães Graça e Joaquim Luiz Motta que, futuramente, se destacariam na dublagem de produções para a televisão.

2ª Fase (1958-67): Radiofônica

A televisão no Brasil iniciou suas atividades em 18 de setembro de 1950. No início, sua programação era restrita a programas ao vivo e suas transmissões começavam por volta das 17h. Muitos brasileiros desconheciam totalmente esse novo veículo e o rádio reinava plenamente nos lares brasileiros, com muitos programas humorísticos, radionovelas, programas de auditório etc.

Durante a década de 1960, a televisão começou a ocupar cada vez mais espaço e as emissoras necessitavam ampliar a grade de programação. Assim, mais filmes americanos e desenhos animados passaram a ser exibidos, porém, legendados e com áudio original.

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O empresário Herbert Richers

A companhia cinematográfica Maristela Filmes, sediada em São Paulo e que não conseguira trilhar o caminho da grande Vera Cruz, abriu suas portas para esse novo horizonte que surgia, fundando em 1958 o estúdio Gravasom na cidade de São Paulo. Inicialmente, dublou somente alguns desenhos e séries juvenis. Em 1960, o estúdio Herbert Richers, que se dedicava à produção de filmes, também iniciou as suas atividades na dublagem.

O ano de 1961 talvez seja considerado como o nascimento oficial da dublagem no Brasil, vindo de uma lei, assinada pelo Presidente Jânio Quadros, onde desapareceriam de vez as legendas brancas nos televisores ainda em preto e branco, dando espaço para a dublagem definitivamente.

Nesse período, já havia também a Ibrasom em São Paulo e a Riosom. Mas, quem seriam os dubladores? Tanto os estúdios de São Paulo como os do Rio de Janeiro foram buscar os humoristas e radioatores pela experiência na interpretação com a voz.

Duas fontes de onde viriam diversos dubladores: a Rádio São Paulo e a Rádio Nacional no Rio de Janeiro. Entretanto, devido ao fato de que São Paulo tinha mais emissoras de tevê que no Rio, os estúdios Gravasom e a Ibrasom possuíam um volume muito maior de filmes e séries para dublar.

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Mário Audrá

Assim, Mário Audrá, proprietário da Vera Cruz, vê a necessidade da criação de um estúdio que operasse em grande produção, com equipamentos e elenco de vozes mais elaborados. Wolner Camargo, que possuía uma longa carreira também no rádio como locutor esportivo e radioator, foi convidado a ser o diretor artístico da nova empresa. Nasce, assim, a Arte Industrial Cinematográfica São Paulo, em meados de 1962, com quatro estúdios em pleno funcionamento. A ideia de Wolner Camargo era fazer uma dublagem mais artística, porém, com o ritmo de uma indústria, pois o volume de produções aumentava dia a dia. Foram convidados diversos radioatores e artistas de rádio, sobretudo, da Rádio São Paulo.

A dublagem dos primeiros anos, não só da AIC, mas também a de outros estúdios , foi fortemente influenciada pela radionovela, algo natural, pois ninguém sabia exatamente o que era essa nova carreira chamada dublador, assim a interpretação dos primeiros anos nos dão uma qualidade impressionante, porém ainda com muita influência da radionovela.

Por volta de 1967, a televisão brasileira já produzia muitas novelas e foram surgindo outros artistas oriundos dela. A dublagem , nessa época, tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro vai ganhando novos talentos e a dublagem segue um novo rumo, deixando a influência radiofônica e produzindo uma dublagem de alta qualidade, na qual o dublador se aproxima muito mais do som original e, muitas vezes, até valorizando mais a interpretação do ator americano. Cito o ano de 1967, pois é aquele que percebi maiores alterações de elenco dos estúdios e os registros sonoros começam a ser diferentes.

Já nessa data tínhamos em São Paulo a AIC, que já havia adquirido a Ibrasom, e a Odil Fono Brasil. No Rio de Janeiro, além da Herbert Richers, havia a Dublasom Guanabara, Riosom, Cine Castro, e a TV Cinesom, porém ainda a AIC predominava sobre todas as demais.

3ª Fase (1967-77): O Primeiro Apogeu da Dublagem

Nesses dez anos, houveram grandes modificações. O predomínio da AIC começou a ser abalado por volta de 1971, devido a sua situação financeira. A empresa perdeu espaço e os dubladores se transferiram para o Rio de Janeiro, cidade para onde o núcleo da televisão brasileira se transferiu com o crescimento da Rede Globo. Outros dubladores procuraram a tevê. Além do mais, a concorrência ficou maior com o surgimento do estúdio Álamo em São Paulo, além da Herbert Richers.

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Alguns pequenos estúdios já haviam desaparecido (Riosom, Dublasom Guanabara, TV Cinesom) e a Herbert Richers possuía o privilégio de estar localizada no Rio de Janeiro.

Assim, na década de 1970, a dublagem em São Paulo ficou cada vez mais restrita, mesmo com o encerramento da AIC, o estúdio BKS e a Álamo não conseguiram concorrer com a Herbert Richers e até outros estúdios menores do Rio de Janeiro. Mas, a dublagem realizada por quaisquer desses estúdios é considerada de uma qualidade extraordinária, ou seja, as sementes lançadas no final da década de 1960 pela AIC deram resultado para todos os estúdios.

E os dubladores? O ano de 1977 foi marcado pela grande greve da categoria de ambas as cidades. Até hoje, muitos direitos sequer  são mencionados, mas o pagamento da dublagem passou a ser feito por hora e não mais por “anel” dublado ou “loop” (pequenas cenas cortadas para a dublagem).

4ª Fase (1977 – 2000): O Segundo Apogeu da Dublagem

Mesmo não tendo obtido tudo a que teriam direito e com algumas perseguições a alguns dubladores após a greve, cada vez mais a dublagem brasileira ganhou espaço na televisão. Os estúdios BKS e Álamo iniciaram realizações primorosas em filmes e animes durante toda a década de 1980, atraindo para São Paulo novos profissionais e muitos que haviam iniciado na AIC, agora já como grandes diretores de dublagem. Nessa mesma década, surgiram outros estúdios como, por exemplo, Maga, S&C Produções Artísticas e Megasom.

cine-castro-logoNo Rio de Janeiro, a Herbert Richers continuou com pleno domínio e um excelente elenco de vozes, muitas ainda da década de 1960 e algumas da antiga AIC. Essa fase é marcada por uma diversidade de dubladores com grande qualidade artística. Ainda havia os talentos dos mais experientes e novas descobertas na dublagem.

Aqui, ressaltamos que tanto no Rio de Janeiro como em São Paulo, ainda persistia a qualidade na dublagem e com profissionais excelentes. Assim, houve na década de 1980 um volume estrondoso de dublagens para filmes, séries de tevê, animes e desenhos que deixaram saudades para muitos, assim como as dublagens da AIC deixaram.

Por incrível que pareça, mesmo com pouco tempo, já houve perda dos originais de algumas dublagens, seja de forma parcial ou total, além do fato de terem desaparecido das versões para DVDs, principalmente filmes.

5ª Fase (2000 em diante): Caminhos Incertos da Dublagem

A partir da década de 1990, a tecnologia avançou rapidamente e a dublagem passou a ser mais rápida, com apenas um dublador e diretor no estúdio para a gravação. Mas, com isso, se perdeu totalmente o feedback dos companheiros de bancada. Além disso, o poder econômico das distribuidoras se sobrepôs e dominou completamente os estúdios, ditando quais dubladores desejam e quais não admitem.

alamo-logoHouve, também, o falecimento de diversos profissionais, que deixaram um enorme legado, tanto de São Paulo como no Rio de Janeiro e surgiram diversos estúdios de dublagem em ambas cidades, aumentando a concorrência onde hipoteticamente o dublador teria mais campo de trabalho. Mas, eles passam a ficar “aprisionados” ao poder econômico das distribuidoras e de proprietários de estúdios de dublagem.

Nesses 20 anos, desapareceram estúdios como VTI e as tradicionais Herbert Richers e Álamo. Surgiram novas casas, algumas trazendo embutido cursos para novos dubladores, a fim de uma revitalização de vozes e descoberta de talentos.

Entretanto, atualmente, vemos cada vez mais uma dublagem inexpressiva, seca, sem interpretação, prevalecendo a sincronia labial, como se alguns profissionais apenas estivessem lendo a sua fala.

Evidentemente que há exceções de jovens dubladores com excelente qualidade, mas a palavra já diz tudo: “exceções”. Algo que no passado era “regra geral”.

A dublagem brasileira é considerada a melhor do mundo, mas praticamente só concorremos com a dublagem em espanhol, realizada no México para todos os países da mesma língua na América Latina, pois na Europa poucos países utilizam a dublagem da mesma forma que nós.

Assim, resta uma grande inquietação e uma pergunta: qual será o futuro da dublagem no Brasil??

Estúdios de Dublagem em São Paulo

  • Gravasom – Primeiro estúdio de dublagem em São Paulo, inaugurado em 1958. Se transformou em AIC em 1962.
  • Ibrasom – Estúdio de propriedade de americanos, inaugurado em 1959. Concorria diretamente com a AIC, a qual o adquiriu em 1966.
  • AIC (Arte Industrial Cinematográfica) – Oriunda do estúdio Gravasom, foi fundada em 1962, tendo cerca de 80% do mercado da dublagem na década de 1960, devido aos excelentes trabalhos que realizou. A partir de 1971, entrou numa grave crise econômica, falindo em 1976. Foi adquirida pelos proprietários do estúdio BKS.
  • Cine Castro – Sede São Paulo, com atividades entre 1971 a 1973.
  • Gota Mágica – Iniciou  na década de 1990 e trabalhou até setembro de 1999.
  • Marshmellow – Fundada em 1990 e funciona até hoje.
  • Mastersound – Desde 1990, trabalhou em parceria com os estúdios Telecine do Rio de Janeiro, que não utilizava mais seu nome e, sim, creditava o nome da Mastersound de São Paulo.
  • Sigma – Desde 1989, dublava para a TV Cultura. Era a principal a dublar para a Disney na época de sua fundação.
  • Clone – Fundada em 1996, em especial dubla para os canais Discovery Channel, Animal Planet e outros, alem de filmes e séries.
  • Centauro – Empresa colombiana que começou em Bogotá, em 1985. Abriu uma sede em São Paulo em 1995.
  • Parisi Vídeo – Criada no início dos anos 2000, foi fundada por José Parisi Jr. Encerrou as atividades em 2004.
  • Dublavídeo – Fundada no início da década de 1990, a empresa era do dublador e diretor João Francisco.
  • Com-Arte – Empresa que foi fundada no final da década de 1970, dentro dos estúdios Silvio Santos. Durou pouco tempo.
  • Elenco – Empresa criada depois da Com-Arte, também nos estúdios Silvio Santos. Durou pouco tempo também.
  • Maga – Iniciada por volta de 1983/84 nos estúdios do SBT. Em 1988, se transferiu para a Marshmellow e usava a narração da empresa. Durou até 1995, com a morte de seu fundador, o dublador Marcelo Gastaldi.
  • Vox Mundi – Fundada em 2000, dubla principalmente séries para canais como Discovery, NatGeo etc.
  • S&C (S&C Produções Artísticas) – Estúdio da década de 1980 que faliu por volta de 1989. Dublou muitos filmes e outros gêneros para os estúdios Disney. Desde 1989, o prédio da empresa é ocupado pela Sigma.
  • Megassom – Estúdio que iniciou em meados da década dede 1980, faliu por volta de 1993.
  • DPN – Iniciou em Santos/SP no final da década de 1990.Transferiu-se pra São Paulo em meados de 2000.Narra e dubla principalmente para os canais Discovery Channel, National Geographic, Discovery Kids, Animal Planet, Discovery Home & Health e outros.
  • Álamo – A maior empresa de dublagem de São Paulo e uma das maiores do país. Fundada em outubro de 1972 pelo técnico de som inglês, Michael Stoll. Dublou muitos filmes, séries de TV, desenhos, animes e séries japonesas, principalmente na década de 1980. Encerrou as suas atividades em maio de 2011.
  • BKS – Um dos estúdios com maior investimento em tecnologia, adquiriu a antiga AIC. Sua sede continua sendo no mesmo local, desde 1976.
  • CBS – Estúdio que tendo grande notabilidade atualmente. Foi fundado no início dos anos 2000, com o nome de Dublart. Em 2008, um sócio saiu da empresa e o nome foi mudado para CBS.
  • Estúdios Gábia (Fundado em meados dos anos 2000 por Marcos Gábia.
  • Windstar – Empresa do dublador Emerson Camargo, fundada em 1983. Dublou alguns programas de TV, mas logo depois dedicou-se apenas a ideia original: narração de filmes, vídeos didáticos e vídeos empresariais de treinamento. A empresa existe até hoje.
  • DuBrasil – Fundada em fevereiro de 2000 pelo dublador Hermes Baroli e sua mãe Zodja Pereira.

Estúdios de Dublagem no Rio de Janeiro

  • Herbert Richers – Inaugurada em 1950, produzindo filmes. Em 1960, começou a realizar dublagens. Foi a maior empresa do país, tendo sido a principal nas décadas de 1970 e 1980, dublando filmes, séries e desenhos que marcaram a história da TV brasileira. Fechou em 2010.
  • Cine Castro – Iniciou em 1960, por Aloísio Leite Garcia. Em 1973, foi vendida para Paulo Amaral e, em 1974, mudou o nome para Televox. Fechou em 1975.
  • Telecine – Fundada em 1976 por Spyros Saliveros e Alberto Elias, mixador e técnico de som da antiga Cine Castro / Televox. Foi quase uma continuação da Cine Castro, visto que muitos profissionais da empresa foram contratados pela Telecine.Também trabalhou para o Cinema Nacional e para documentários para TV. No início de 1990, trabalhou em parceria com a Mastersound de São Paulo, dublando na empresa e creditado como Mastersound. Foi a pioneira em fazer dublagens mistas Rio / São Paulo. Encerrou as suas atividades em 2006.
  • Audio News – Empresa fundada no início da década de 1990 por Ricardo Ribeiro e seu sobrinho Marco Ribeiro.Ficou muito conhecida por ter dublado o anime Yu Yu Hakusho e, a partir disso, teve notabilidade no meio.
  • VTI – Fundada em 1950 por Victor Berbara, trabalhando no ambiente publicitário. A partir de 1960, Victor fundou a Network, que foi a distribuidora da ABC Films no Brasil, distribuindo várias séries de sucesso para serem dubladas no Rio. No final da década de 1980, Victor fundou a VTI Rio, só para dublagem. Encerrou as suas atividades em 2008.
  • Delart – Fundada pelo técnico de som de cinema e dublagem Carlos De La Riva, na década de 1980. Hoje é uma das maiores empresas do Brasil e a principal em dublagens de filmes para a TV e cinema.
  • Wan Macher – Iniciou no final da década de 1990. Hoje é a principal empresa de dublagem do país, sendo a primeira em dublagem de séries. Dubla para a Fox, TNT, Cartoon Network, Boomerang, Nickelodeon, Warner e outros canais. O diretor principal da empresa é Luis Manuel.
  • Som de Vera Cruz – Começou no início dos anos 2000. Empresa do narrador e dublador Jorgeh Ramos, é responsável por muitos desenhos para o Cartoon Network.
  • Sérgio Moreno Filmes – Estúdio fundado pelo dublador Sérgio Moreno, com sede no Rio e filial em São Paulo.
  • Double Sound – Começou em 1996, dublando para os estúdios Disney. Hoje dubla também para a Dreamworks, Paramount, Warner, Fox, Universal, MGM, sendo especializada principalmente em dublar animações.
  • Audio Corp – Fundada por Gil Monteaux, que integrou a área administrativa da Herbert Richers, em 2002.
  • Cine Vídeo – No início da década de 1990, Alberto Elias fundou a empresa, que hoje é gerenciada pelos seus filhos. Fez muitos trabalhos, principalmente desenhos, a partir de 1996, para o Cartoon Network. Dublou 80% do que foi para o canal e se especializou nisso.
  • Peri Filmes – Criada na década de 1970, foi uma notável empresa que fechou as portas em meados da década de 1980. Possuía uma sonoplastia incrível para a época.
  • Dublasom (Guanabara) – Empresa criada no início da década de 1960 por Ribeiro Santos e um amigo. Fechou as portas por volta de 1970.
  • Riosom – Empresa que iniciou por volta de 1960 e durou poucos anos. Dublou a série dos Heróis Marvel
  • TV Cinesom – Funcionou entre 1963 e 1971. Dublou diversas séries e desenhos hoje considerados clássicos. Tinha como característica realizar trabalhos com pequeno eco nas vozes.
  • Lypsync – Criada em 2010 pelo ex-coordenador nacional de jornalismo do SBT, Marcio Moron, o narrador Nano Filho e o dublador paulista Eduardo Camarão.

Marco Antônio dos Santos é autor deste artigo e editor do Blog Universo AIC.