Televisão: Em maio, Kung Fu chega ao TCM

A partir do dia 22 de maio, o canal de entretenimento clássico TCM exibe a série Kung Fu, exibida entre 1972/75 e estrelada por David Carradine.

Quando o cineasta Quentin Tarantino criou o antagonista que dá nome aos dois filmes de sua série “Kill Bill”, uma homenagem aos filmes de artes marciais dos anos 70, não foi à toa que ele o fez pensando no ator David Carradine para interpretá-lo. Afinal, desde que atuou como protagonista da série Kung Fu (1972/75), Carradine sempre foi justamente a personificação do fanatismo que a cultura pop ocidental tem pelo Oriente.

No mês de maio, o TCM oferece uma nova chance para rever Carradine em ação como o monge solitário que, em pleno Oeste americano dominado pela pólvora, usa apenas os punhos para defender os fracos e oprimidos – gerando uma espécie de faroeste temperado com misticismo oriental.

Kwai Chang Caine (David Carradine) é um órfão, originalmente filho de um homem americano e de uma mulher chinesa, que após a morte do avô materno acaba sendo aceito em um Monastério Shaolin. Depois de anos de treinamento, ele se torna monge e um verdadeiro perito em artes marciais. Quando seu amado mestre, Po, é assassinado pelo sobrinho do imperador chinês, Caine perde o controle e mata o jovem. O resultado é que ele se torna procurado pelo Império, com um prêmio por sua cabeça – fazendo-o mudar-se para os Estados Unidos, terra de seu pai. Em busca de suas raízes e também de seu meio-irmão, Danny, o monge inicia uma jornada solitária pelo selvagem território do Oeste americano, dominado por criminosos tomados pela ambição em busca do ouro. E, embora Caine siga um rigoroso código de não-violência, ele se vê obrigado a agir quando percebe que um inocente está em perigo.

Originalmente a série seria protagonizada por Bruce Lee, que tinha participado de muitos aspectos da pré-produção. Mas o protagonista acabou sendo David Carradine, que, com a sua interpretação deste personagem incomum, teve grande responsabilidade na notoriedade que o programa ganhou na década de 1970 e no caráter cult conquistado nas décadas seguintes. A partir daquele momento a carreira dele passou por altos e baixos (compartilhando set com Ingmar Bergman e Chuck Norris, por exemplo). Seu status de ícone do cinema foi finalmente confirmado quando um dos seus maiores fãs, Quentin Tarantino, o convidou para o enigmático papel que dá nome à saga Kill Bill, personagem que o diretor escreveu inspirado no próprio Carradine.

Kung Fu será exibida às terças e quintas, às 19h, e aos sábados e domingos, 13h, a partir de 22 de maio. O episódio-piloto da série, com 74 minutos, que conta as origens de Caine, terá uma première especial no domingo, 20 de maio, às 22h.

Os episódios da série vão ao ar com a dublagem original brasileira, gravada pelo estúdio Cine Castro.

No TCM, a audiência encontra o melhor do entretenimento clássico, que inclui grandes obras do cinema produzido em Hollywood no mundo entre os anos 30 e 90, séries e minisséries de TV que marcaram a história e os concertos dos artistas fundamentais do rock e pop do século XX. O TCM transmite 24 horas de programação para a América Latina e Caribe; em espanhol, inglês e português e está disponível para três milhões de assinantes no Brasil e alcança mais de 23 milhões de domicílios na América Latina.

Comentários

  1. Não podemos nos esquecer que o amado mestre de Kwai Chang “Gafanhoto” Caine, mestre Po, foi vivido por Keye Luke, que dublou o Charlie Chan em inglês, na série animada Charlie Chan & Filhos (Hanna-Barbera, 1972 [justamente no mesmo ano em que a série Kung Fu estava sendo produzida]).

  2. CARLOS GUERREIRO disse:

    O SERIADO KUNG FÚ É ÓTIMO, PORÉM TEM QUE SER DUBLADO EM PORTUGUÊS.

    1. Charles Foster disse:

      Ué!Mas ele está sendo exibido com dublagem!!Está na própria matéria.

  3. A dublagem da serie Kung Fu pela Van Maher ficou ótima…
    Bem que eles podiam dublar também a serie clássica e belissima Bonanza.
    Obrigado pela oportunidade e parabéns Wan Maher pela dublagem e o TCM por exibilo.
    Atenciosamente,
    Daniel Rufino.