Jeannie é um Gênio

Ficha Técnica

Título: Jeannie é um Gênio (I Dream of Jeannie/1965-70/EUA/P&B/Cor/Colorizado)
Criação: Sidney Sheldon
Produção: Sidney Sheldon
Elenco: Barbara Eden (Jeannie), Larry Hagman (Major Nelson), Bill Daily (Major Healey), Hayden Rorke (Dr. Alfred Bellows), Emmaline Henry (Amanda Bellows), Barton MacLaine (General M. Peterson), Vinton Hayworth (General Winfield Shaeffer)
Tema Musical: Richard Wess (1ª Temp.), Hugo Montenegro e Buddy Kaye (2ª a 5ª Temp.)
Formato: 139 episódios de 25 minutos em 5 temporadas
Estúdio/Distribuição: Columbia Pictures Television/Screen Gems
Dublagem: AIC/SP. Com Líria Marçal (Jeannie), Emerson Camargo (Major A. Nelson – 1ª Temp.), Flávio Galvão (Major A. Nelson – 2ª a 5ª Temp.), Dráusio de Oliveira (Major R. Healey), Osmano Cardoso (Dr. A. Bellows – 1ª Temp.),  Xandó Batista (Dr. A. Bellows – Fim da 1ª à 5ª Temp.), Helena Samara (Amanda Bellows), Elvira Samara (Amanda Bellows – alguns episódios), João Ângelo (General Schaeffer), Roberto Mendes (General Peterson – 1ª Temp.),  Magno Marino (General Peterson – 2ª e 3ª temp.), José Miziara (General Peterson – 4ª temp.)

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O Início

A série A Feiticeira havia estreado nos Estados Unidos em setembro de 1964, via rede ABC. Fez sucesso instantâneo e chamou logo a atenção de redes concorrentes. Uma delas – a NBC – passou a ver no filão de “mágicas” uma enorme fonte de audiência e decidiu encomendar um projeto semelhante. Sol Saks, produtor e roteirista de A Feiticeira, foi convidado pela NBC a participar do projeto, mas recusou a empreitada por considerar tal atitude pouco ética.

Assim sendo, a NBC procurou pelo novelista Sidney Sheldon e pediu para que este criasse uma série também com muita mágica e que fosse estrelada por uma linda mulher que mexesse com a imaginação dos homens. Sheldon consultou um dos produtores de A Feiticeira – Harry Ackermam – e como ele não se opôs à ideia, começou então a desenvolver o episódio-piloto da série que ficaria conhecida por I Dream of Jeannie (no Brasil, Jeannie é um Gênio).

A Série

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Major Nelson e Jeannie

Sheldon elaborou uma trama onde um Capitão da NASA, chamado Anthony Nelson, testa um novo foguete, mas que apresenta problemas e cai numa ilha do Oceano Pacífico (na verdade, uma praia chamada Zuma, ao Sudoeste da Califórnia). Enquanto aguarda socorro, ele encontra nas areias uma estranha garrafa e, ao abri-la, liberta uma linda gênio chamada Jeannie. Grata, ela está pronta para realizar todos os desejos de Tony, seu amo, custe o que custar.

Nelson reluta em levá-la, mas Jeannie volta para a garrafa e consegue deixá-la entre os pertences do Capitão, indo parar em sua residência, em Cocoa Beach, na Florida.

Muito travessa e ciumenta, Jeannie usará seus poderes para colocar seu amo nas mais divertidas e complicadas situações.

A série mostrou um modelo de mulher ideal, que os homens fantasiavam. Ela deveria ser bonita, charmosa e que realizasse os desejos masculinos. E assim foi feito. Ao invés de um gênio gordo, uma belíssima garota com poderes mágicos para realizar qualquer sonho. E a profissão do novo “amo” seria a de astronauta e piloto da Força Aérea, que simbolizava o heroísmo naquela década de 1960, auge da Era Espacial.

O capitão, depois major, prefere que Jeannie não faça uso de seus mágicos poderes e procura esconder sua verdadeira identidade de todos os amigos e demais pessoas. Sempre que Jeannie usa suas mágicas, o major fica quase sem saída para dar explicações aos superiores da Nasa, principalmente para o Coronel Bellows, o psicanalista da base de operações da NASA, que tenta descobrir a causa das coisas estranhas que passam a acontecer quando ele está por perto.

Aliás, estas cenas com o Dr Bellows são das mais engraçadas, visto que o doutor sempre tenta desmascarar o segredo do Major Nelson na frente dos outros. Por várias vezes, o doutor passou-se por louco, visto que ele é a única pessoa que testemunha os resultados intrigantes que as mágicas de Jeannie provocam. E aí é que está o ponto engraçado, pois ele nunca vê a mágica, mas sempre o resultado delas.

O atrapalhado Major Healey, o melhor amigo de Nelson, é o único a saber da existência de Jeannie, quando sem querer, acaba descobrindo o segredo da garrafa. Healey tentar namorar Jeannie, quando a conhece na forma de uma moça comum. Mas ele consegue guardar segredo e, por várias vezes, tenta ajudar Tony a sair das enrascadas que Jeannie o envolve. Mas, ao invés de ajudar, acaba geralmente encrencando mais o seu amigo.

“Diferente, divertido, surpreendente. Um programa verdadeiramente genial. A garota desse programa é sonho, é um espetáculo, é muito viva. Jeannie é um Gênio!” (abertura da série)

O Elenco

A atriz Barbara Eden sempre foi a primeira escolha de Sidney Sheldon para o papel de Jeannie, já que o novelista admirava sua beleza e sensualidade. Larry Hagman foi escolhido dentre vários atores que fizeram testes para o papel de Anthony Nelson. Consta que sua situação pessoal não era nada boa na ocasião, já que tinha apenas 20 dólares no bolso e estava desempregado há nove meses, com a família acampada em uma praia. Curioso se considerarmos que Hagman era filho da atriz Mary Martin e de um advogado chamado Benjamin Hagman. Bill Daily foi convidado para ser Roger Healey pelo fato de ter atuado num dos primeiros episódios de A Feiticeira, assistido por Sidney Sheldon.

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1ª Temporada

Após a contratação dos demais atores, as filmagens do piloto foram levadas a efeito, sendo encerradas ainda no início de dezembro de 1964. Vale salientar que o projeto foi encomendado pela NBC para concorrer com A Feiticeira, que era da ABC, mas curiosamente sendo produzido pelo mesmo estúdio, a Columbia Pictures Television, que era associada da produtora Screen Gems.

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Jeannie e Major Nelson

Quando os executivos deram sinal verde para o início da produção de Jeannie é um Gênio, Barbara Eden (na ocasião casada com o ator Michael Ansara) estava grávida. A saída encontrada pela produção foi esconder a barriga de Barbara atrás de um véu e roupas folgadas.

Dois dias após ter estreado na tevê americana, o primeiro episódio de Jeannie é um Gênio foi duramente criticado pela revista Variety: “A produtora Screen Gems, tendo obtido grande sucesso com A Feiticeira, faz uma tentativa de conseguir outro sucesso nesta nova temporada, só que desta vez a boneca é um gênio e não uma bruxa. Jeannie é um Gênio não é original na sua execução. É também sem imaginação e acima de tudo infeliz. Trata-se de uma das estreias mais fracas desta temporada”.

A exemplo de A Feiticeira, Jeannie teve a 1ª Temporada produzida em preto e branco. Nela, Anthony Nelson ainda é Capitão e possui uma namorada chamada Melissa (Karen Sharpe) que é filha do General Stone (Phillip Ober). Durante esta temporada, Jeannie comporta-se como uma menina levada e inconsequente. Acaba com o noivado de Anthony Nelson e só é descoberta por Roger Healey no episódio 17, denominado “Um Astronauta Rico Demais” (The Richest Astronaut in the Whole Wide World).

2ª a 4ª Temporadas

A partir da 2ª Temporada, Jeannie é um Gênio ganhou cores e, tanto Nelson quanto Healey, foram promovidos a graduação de Major. Jeannie passou a ser mais sexy e ciumenta, colocando o personagem de Tony Nelson em várias situações hilariantes, algumas beirando o puro pastelão. O tema musical da 1ª Temporada, composto por Richard Wess, foi substituído por outro tema, composto por Hugo Montenegro e Buddy Kaye. Assim como o tema, a apresentação também foi trocada por uma animação bem ao estilo da abertura da concorrente A Feiticeira.

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Elenco principal

O número de situações onde o Dr. Bellows (Hayden Rorke) passa a ser contrariado aumentou e a série ganhou em movimentação. Apesar disso, nenhuma das cinco temporadas que compõem o seriado consta da listagem das 20 séries mais assistidas nos Estados Unidos no período 1965/70.

Vale dizer que o primeiro episódio de Jeannie é um Gênio filmado em cores foi “Gatilho Relâmpago” (Fatest Gun in the East), mas o episódio de estreia da 2ª Temporada foi “Há Gênios e Gênios” (Happy Anniversary), levado ao ar em 12/09/66. Nesse episódio, o ator convidado é Michael Ansara, então marido de Barbara Eden.

No período compreendido entre 1966/69, vários foram os atores famosos que apareceram na série, entre eles, Sammy Davis Jr, Groucho Marx, uma jovem Farrah Fawcett e até Dick Sargent, antes de ser chamado para substituir Dick York na série A Feiticeira.

Embora a 2ª Temporada tenha começado com situações hilárias e boa audiência, há que se ressaltar que o interesse do público por Jeannie foi decaindo durante a 3ª e 4ª temporadas. Sidney Sheldon deixou a equipe de produção, optando por escrever seus famosos romances. Durante a 4ª Temporada, o ator Barton MacLaine (que vivia o General Peterson) veio a falecer. Para seu lugar, foi chamado o ator Vinton Hayworth (que encarnava o General Schaeffer). Mesmo com esse desgaste, o programa ainda agradava a muitos e conseguia se manter na grade de programação da NBC.

A partir da 3ª Temporada, alguns episódios contam com a participação da irmã espertalhona de Jeannie, vivida pela própria Barbara Eden. Quando as duas personagens precisavam aparecer em uma mesma cena, a dublê utilizada era Evelyn Moriaty. O principal objetivo da irmã era conquistar o Major Nelson.

Ainda na 3ª Temporada, Sidney Sheldon passou a escrever cada vez menos os roteiros dos episódios. Ele passava a dedicar-se mais a escrever  seus grandes romances. Dos 133 episódios de Jeannie, 54 foram escritos por Sheldon. Na 3ª Temporada, por exemplo, apenas 12 foram escritos por ele.

5ª Temporada (1969/70)

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Major Nelson e Jeannie

A 5ª Temporada foi problemática e acabou determinando o fim da série. Tudo porque a NBC ordenou que Tony e Jeannie deveriam se casar. É incrível como os executivos da produção não foram capazes de adivinhar que isso acabaria com o encanto da série. Transformaria ambos num casal comum e assim o principal atrativo do programa seria extinto. Todos no elenco foram contra a ideia, mas acabaram seguindo as instruções impostas pela rede exibidora.

Larry Hagman era o mais inconformado e tornou-se uma figura difícil de lidar a partir de então. Havia um consenso que o programa poderia ficar mais tempo no ar se o casamento dos personagens não ocorresse. O episódio da oficialização da união de Tony e Jeannie foi levado ao ar em 02/12/1969 e chamou-se “The Wedding” (“Os Esponsais”). Em meio a essa turbulência e a índices de audiência que começaram a despencar, Jeannie é um Gênio acabou ao final da 5ª Temporada, com 139 episódios produzidos.

A Volta de Jeannie é um Gênio

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Capa do DVD do filme, lançado há poucos anos.

Nem tão diferente, nem tão surpreendente. A ideia de trazer Jeannie de volta tornou-se realidade em 1985, quando foi produzido o telefilme “Jeannie é um Gênio: 15 Anos Depois” (I Dream of Jeannie: 15 Years Later), com 120 minutos de duração e dirigido pelo mesmo William Asher que produziu e dirigiu episódios de A Feiticeira. Asher também foi casado com a atriz Elizabeth Montgomery, a protagonista de A Feiticeira.

O filme não causou nenhum impacto, foi considerado fraco e as comparações com o tempo da série foram inevitáveis. O maior problema da fita é a ausência de Larry Hagman no papel do Major Anthony Nelson. Em seu lugar fora escalado o ator Wayne Rogers. Ainda assim, em 1991, uma nova produção televisiva foi tentada. Chamou-se “Jeannie Ainda é um Gênio”. O resultou ficou pior ainda, já que Hayden Rorke (o Dr. Bellows) havia falecido e excluíram o personagem de Tony Nelson, alegando que o mesmo estava em missão secreta (!).

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Durante muito tempo, a desculpa oficial dada para a não convocação de Larry Hagman para esses filmes, era a de que ele estaria preso a outros compromissos (em especial com a série de tevê Dallas). Correm hoje informações de que o mesmo teria sido sondado por telefone em 1985, mas que teria achado o valor oferecido – cerca de 5 mil dólares – muito pouco para o que o papel representava. Hagman chegou a argumentar que o justo seria ganhar o que Barbara Eden estaria ganhando para estrelar tal produção. Depois de alguma conversa ele não foi mais acionado e Wayne Rogers fora colocado em seu lugar. Isso que teria decepcionado em muito o ator Bill Daily. Hagman teria admitido que tinha o filme gravado em casa, mas que nunca teve coragem de assisti-lo, já que nem Sidney Sheldon, ou qualquer um de seus antigos colegas, o procuraram para incentiva-lo a participar de tal produção.

Jeannie x Feiticeira

Antes mesmo de estrear, Jeannie é um Gênio era apontada como uma espécie de imitação da série A Feiticeira, um sucesso da época. Verdade ou não, Jeannie é um Gênio começou depois e terminou antes. Seguem algumas coincidências:

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Jeannie e Samantha

 Sequências de entrada com desenhos animados.
 Temas musicais instrumentais.
 Temas musicais cantados não aproveitados na série.
 Parentes gêmeas e más, usando peruca com cabelo escuro.
• Amigos abelhudos (Gladys Kravitz em A Feiticeira e o Dr. Bellows em Jeannie é um Gênio).
 As duas séries começaram a ser produzidas em preto e branco e com as atrizes principais grávidas.
 Os cenários da casa de Samantha e James são os mesmos da casa do Dr. Bellows e de Amanda Bellows.
 William Asher, diretor de A Feiticeira e marido de Elizabeth Montgomery, dirigiu o filme “Jeannie é um Gênio: 15 Anos Depois” em 1985.

Atores

Barbara Eden

jeannie-e-um-genio-materia8Barbara Eden nasceu Barbara Jean Moorehead, em 23 de agosto de 1934, nos EUA. Aos 17 anos, foi eleita Miss São Francisco. No fim de 1957, conheceu o ator Michael Ansara, com quem se casou em 17 de janeiro de 1958. Quando a produção de Jeannie é um Gênio foi autorizada, Eden descobriu que estava grávida. Ficou muito feliz e pensou até em desistir do projeto. Mas, Sidney Sheldon convenceu a todos que ela deveria ser mantida e sua condição de grávida disfarçada. Seu filho, Matthew Ansara, nasceu em 29 de agosto de 1965.

Durante a produção da série, uma grande polêmica chegou a ser formada pelo fato da atriz não poder mostrar o umbigo (!), escondendo a gravidez;

A série terminou em 1970 e, no ano seguinte, Barbara voltou a atuar com Larry Hagman, no filme “A Howling in the Woods”. Logo depois, perdeu um bebê que esperava aos sete meses de gravidez. Em 1972, começou a se recuperar da perda do filho e a se dedicar a um show que fazia em Las Vegas. Em 1973, seu casamento com Michael Ansara chegou ao fim. Casou-se em 11 de setembro de 1977 com Charles Fergert, um repórter de Chicago. Um pouco antes de seu casamento, seu filho Matthew anunciou que queria ir morar com o pai.

Em 1974, Barbara Eden quase conseguiu um programa próprio. O projeto, no entanto, fora rejeitado pelos executivos de produção.

A atriz estrelou, em 1981, o filme “Harpey Valley”, que conseguiu repercussão e até gerou uma série de tevê, que durou duas temporadas. Nessa mesma época, as grandes diferenças entre ela e seu marido ficaram evidentes e eles se divorciaram em 1982.

Quando voltou a morar na Califórnia, Eden levou um choque ao descobrir que seu filho Matthew Ansara estava viciado em drogas. Na mesma época, a mãe da atriz faleceu devido a um câncer de pulmão.

Em 1989, Barbara Eden conheceu o executivo Jon Eicholtz. Apesar de toda a fama de Jeannie é um Gênio, ele não tinha a menor ideia de quem ela era. Em 5 de janeiro de 1991, após dois anos de namoro, casaram-se na cidade de São Francisco.

Barbara voltaria a trabalhar novamente com Larry Hagman em 1991, na série de tevê Dallas. Em 1999, esteve no “Donny and Marie Show”, numa reunião com seus colegas Larry Hagman, Bill Daily e o criador de Jeannie, Sidney Sheldon.

Em 2001, voltou a passar por momentos difíceis ao perder seu único filho, Matthew Ansara, encontrado morto dentro de seu carro, em um subúrbio de Los Angeles, dia 25 de junho. Fora constatado que ele falecera devido a intoxicação aguda de heroína.

Barbara Eden continua trabalhando como atriz, com participações esporádicas em filmes e séries. Em 2009, apareceu no telefilme “Always and Forever” e, em 2011, lançou a autobiografia “Jeannie out of the Bottle”.

A atriz apareceu vestida novamente como Jeannie, aos 78 anos de idade, na noite do dia 25/05/2013, durante um evento de caridade. Ela apareceu publicamente usando a famosa roupa de gênio, após 43 anos do término de Jeannie é um Gênio. No papel de “amo”, o personagem Major Tony Nelson foi representado pelo ex-presidente norte-americano Bill Clinton. O evento é chamado Live Gall e se realiza todos os anos na cidade de Viena (Áustria), a fim de arrecadar fundos para a pesquisa da cura da AIDS.

Larry Hagman

jeannie-e-um-genio-materia9Larry Hagman nasceu em 21 de setembro de 1931, nos EUA, filho de Mary Martin, uma aspirante a cantora que depois de tornou atriz, e de um advogado chamado Benjamin Hagman. Em 1952, alistou-se na Força Aérea Americana, onde permaneceu até 1956. Em dezembro de 1954, se casou com a designer sueca Maj Axelsson, com quem teve dois filhos: Kristina Mary e Preston.

Sua primeira participação na tevê foi em “Goodyear Television Playhouse”, no ano de 1957. Em seguida, fez participações especiais nas séries DecoyAventura Submarina e Os Defensores. Em 1965, finalmente conseguiu ser contratado para estrelar sua primeira série: Jeannie é um Gênio.

Após o cancelamento de Jeannie, Hagman estrelou com Donna Mills e David Wayne a sitcom The Good Life, de curta duração (18/09/71 a 08/01/72). A série foi exibida no Brasil, pela TV Bandeirantes, com o título Os Boas Vidas.

Outro grande papel de Hagman veio em 1978. Ele foi escolhido para interpretar JR Ewing, o vilão de Dallas, a primeira série-novela noturna dos EUA. Sua produção se estendeu até 1991 e tornou Hagman uma estrela de primeira grandeza. O programa rapidamente se transformou em um dos principais da rede CBS, atraiu atenção internacional e inspirou regravações. Dallas é a história de uma família do Texas, muito rica devido ao petróleo e ao gado. Sua trama é recheada de punhaladas pelas costas, negócios dúbios, brigas familiares, violência, adultério e outros maus comportamentos. JR é um homem de negócios sem escrúpulos, malicioso e manipulador.

Em 1995, o ator sofreu um transplante de fígado, devido a uma cirrose, após décadas regadas a muito álcool. Hagman adquiriu o vício no álcool durante a produção de Jeannie é um Gênio.

O ator voltou à tevê em 1997, como um juiz em uma série que durou apenas oito episódios: Orleans. Depois, passou a fazer participações especiais em séries como Nip/Tuck e Desperate Housewives.

Em 1998, atuou no filme “Primary Colors”, com John Travolta e, em 1999, participou do “Donny and Marie Show” com seus colegas Barbara Eden, Bill Daily e Sidney Sheldon.

Em 2001, Larry publicou sua autobiografia, intitulada “Hello Darlin’: Tall (and Absolutely True) Tales about My Life”. Revelou que além de consumir álcool em excesso, fumava maconha e tomava LSD durante os anos 1960. Vivendo como hippie na época, Hagman revelou em seu livro que estava ansioso por experimentar LSD, mas que não sabia onde conseguir. Até conhecer Peter Fonda, filho de Henry e irmão de Jane Fonda.

Até que, em 2011, foi convidado a interpretar novamente seu personagem favorito, JR Ewing, em uma continuação de Dallas para o canal TNT (não foi um remake). Larry participou dos 10 episódios da 1ª temporada. Mesmo com o câncer diagnosticado, chegou a gravar seis episódios da 2ª temporada.

Larry Hagman morreu no dia 23/11/2012, aos 81 anos, em decorrência de complicações surgidas em sua luta contra um câncer na garganta. No momento de sua morte, que coincidiu com a celebração do Dia de Ação de Graças, a família e alguns amigos mais próximos se encontravam junto a ele. “Quando morreu, estava rodeado por seus entes queridos. Partiu tranquilamente, como ele teria desejado”, disse um comunicado.

Linda Gray, que interpretou a mulher de J.R. Ewing, Sue Ellen, estava com Hagman em Dallas quando ele morreu. “Larry Hagman foi meu melhor amigo por 35 anos”, disse Gray. “Ele trouxe alegria a todos que conhecia. Era criativo, engraçado, amável e talentoso, e eu sentirei grande saudade dele”.

A atriz Barbara Eden publicou em sua página do Facebook: “Eu ainda não consigo expressar o choque e o impacto que a notícia da parte de Larry Hagman teve em mim. Eu ainda me lembro do nosso primeiro dia de gravação na praia de Zuma. Um dia muito frio. A partir daquele dia, ao longo de cinco anos, Larry foi o centro de muitos momentos memoráveis, divertidos e chocantes que ficarão para sempre em meu coração. Ele foi um elemento chave em minha vida por muito tempo, mesmo depois que Jeannie é um Gênio acabou. Nossos caminhos se cruzaram várias vezes. Através de diversas produções tive o prazer de assistir ao ‘tornado do Texas’, que era Larry Hagman. Em meio a um turbilhão de gargalhadas, com um grande sorriso e uma personalidade marcante Larry sempre foi apenas Larry. Não dá para culpá-lo por isso, era assim que ele era. Eu, como muitos outros, acreditava que ele tinha conseguido vencer o câncer. Mas esta notícia é apenas uma forma de nos lembrar que a vida não traz garantias. (…) Honestamente digo que perdemos não apenas um grande ator, não apenas um ícone da televisão, mas um representante puro do que é ser americano. Adeus Larry, não houve e não haverá ninguém como você”, declarou Barbara Eden.

Bill Daily

jeannie-e-um-genio-materia10Nasceu em 30 de agosto de 1928, nos EUA. Casou-se com Patricia Anderson em 1949, adotando dois filhos: Patrick e Kimberly. Antes de seu papel em Jeannie é um Gênio, fez diversas aparições na televisão. Apenas dois anos após o fim de Jeannie, Bill já estava co-estrelando uma outra série de grande sucesso nos EUA, The Bob Newhart Show. Também apareceu em outras séries como Love, American Style e The Mary Tyler Moore Show. Entre 1987/90 participou da série Alf, o ETeimoso.

Daily atuou nos dois telefilmes “Jeannie é um Gênio: 15 Anos Depois” (1985) e “Jeannie Ainda é um Gênio” (1991). Participou do “Donny and Marie Show” em 1999, numa reunião com seus colegas Barbara Eden, Larry Hagman e Sidney Sheldon. Mudou-se com sua segunda mulher, Becky, para Albuquerque, no Novo México, onde passou a atuar e dirigir peças de teatro.

Mesmo aposentado, Bill ainda faz comédia e aparições ocasionais na tevê, além de dirigir o Albuquerque Little Theater. Sua filha Elizabeth Daily é atriz e cantora. Há ainda filhos adotados, Patrick e Kimberly.

Sidney Sheldon, o Criador

jeannie-e-um-genio-materia11Sheldon tornou-se um ícone americano nos anos 1970, com livros como “O Outro Lado da Meia-Noite” e “A Herdeira”, bestsellers que abordaram intrigas internacionais e a liberação sexual da Era. Mulheres fortes costumavam ser seus personagens principais.

O escritor publicou 18 livros e vendeu 300 milhões de cópias. As obras de Sheldon foram traduzidos para dezenas de línguas em 180 países, o que lhe rendeu a classificação de “autor mais traduzido do mundo” pelo Guinness.

Em 1963, se voltou para a televisão, escrevendo roteiros para a série O Show da Patty Duke. Um ano depois, criou, produziu e escreveu Jeannie é um Gênio. A série Casal 20 foi outra criação de Sheldon e estreou na tevê americana em 1979.

Em 2005, escreveu o livro de memórias “O Outro Lado de Mim”, em que falava sobre estrelas como Judy Garland e Frank Sinatra.

Sidney Sheldon morreu no dia 30/01/2007, na Califórnia, aos 89 anos, de complicações causadas por uma pneumonia.

Curiosidades

 Muitos críticos da série Jeannie é um Gênio chamavam a atenção para o aspecto, segundo eles negativo, de se mostrar uma mulher se dirigindo a um homem como “amo”. Mas, eles não percebiam que esse era um termo muito mais carinhoso e não de respeito e submissão.

 O casamento de Jeannie e Tony, que sempre foi o maior sonho e objetivo de Jeannie, foi exatamente o motivo do fim da série.

 Quando Jeannie se cansava, virava fumaça e retornava à sua garrafa. Tal efeito levou três semanas para ser concluído e teve de ser reelaborado para a 2ª Temporada, com a chegada das cores.

 A garrafa de Jeannie na série tinha o tamanho de uma garrafa normal. Era de whiskey Jim Beam, escolhida por Sidney Sheldon. Foram criadas três unidades, todas com uma pintura especial.  Quando a série foi cancelada, uma garrafa foi dada à Barbara Eden, outra a Larry Hagman e a outra a Bill Daily. Eden tinha, ainda, uma primeira garrafa que não chegou a ser usada na série. A atriz as guarda até hoje.

 A casa de Tony foi usada algumas vezes na série A Noviça Voadora. A casa dos Bellows era a mesma de Samantha e James Stephens em A Feiticeira.

Versão animada de Jeannie

Versão animada de Jeannie

 Jeannie é um Gênio já tinha sido cancelada, mas entre 1973/75, ganhou uma versão em desenho animado com 16 episódios, produzidos pelos estúdios Hanna-Barbera. Mas, as tramas do desenho eram muito diferentes da série original, mostrando aventuras adolescentes de dois amigos. Jeannie não pisca para fazer mágica, mas sim, mexe seu rabo-de-cavalo. Há também um novo personagem chamado Babu, que é um gorducho e atrapalhado aprendiz de gênio que está sempre com Jeannie. Babu, tem a voz do “Pateta” Joe Besser no áudio original em inglês. E para completar, seu amo não é um astronauta, mas um adolescente chamado Corey, que tem Henry como seu melhor amigo. Jeannie vive em uma garrafa e Babu em uma lâmpada. A produção teve bons índices de audiência nos EUA. No Brasil, foi exibida pela Rede Globo e, já na Era da TV por assinatura, pôde ser vista no canal Boomerang (fase clássica).

 William Henry Rorke (Hayden Rorke) nasceu em 23 de outubro de 1910 no Brooklyn, Nova Iorque, EUA. Quando começou a trabalhar no teatro, adotou o sobrenome de sua mãe, Hayden, como seu primeiro nome. Prestou serviço militar durante a 2ª Guerra Mundial e depois voltou à carreira artística. Antes de viver o Dr. Bellows em Jeannie é um Gênio, teve papéis regulares nas séries Mr. Adams and Eve (1957/58) e No Time For Sergeants (1964/65). Fez participações especiais em séries como The Red Skelton Show, I Love LucyPerry Mason e Bonanza. Em 1986, descobriu que tinha câncer de estômago. Faleceu em casa no dia 19 de agosto de 1987.

 Emmaline Henry (a Sra. Bellows) nasceu em 1º de novembro de 1930, na Filadélfia, EUA. Após Jeannie é um Gênio, fez participações em The Bob Newhart Show (1972), Three’s Company e O Barco do Amor (1977). Nunca se casou ou teve filhos. Faleceu em 8 de outubro de 1979, vítima de câncer.

 Links indispensáveis: site da atriz Barbara Eden; site do ator Larry Hagman; e o site oficial do seriado.

No Brasil

Jeannie é um Gênio estreou no Brasil em 1966, pela TV Paulista, canal 5 de S. Paulo. Hoje em dia, tal emissora compõe a Rede Globo de Televisão. Neste canal, foi exibido pela primeira vez a 1ª Temporada da série, ainda em preto e branco.

Ao contrário do que ocorrera nos Estados Unidos, Jeannie é um Gênio transformou-se rapidamente em um enorme sucesso no Brasil. Talvez, Jeannie tenha tido mais adeptos do que A Feiticeira, tendência contrária a dos americanos.

Em 1968, a série foi adquirida pela TV Excelsior, canal 9 de São Paulo, que providenciou o lançamento dos episódios da 2ª Temporada. Nessa ocasião, Larry Hagman esteve no Brasil e deu uma entrevista exclusiva para o canal (alguns dizem que a entrevistadora foi Branca Ribeiro, outros dizem que foi a atriz Márcia Real). O público brasileiro estranhou bastante o ator, pois além de estar visivelmente mais gordo, era portador de um tom de voz horrível, além do que, como adepto do movimento hippie, usava roupas e colares extravagantes. O que poucos sabem é que a mãe de Hagman – a atriz Mary Martin – morou durante algum tempo em nosso país (há quem diga que numa fazenda em Goiás), só retornando aos Estados Unidos após a morte do segundo marido, Richard Halliday, ocorrida em 1973. Mary faleceu em 3 de novembro de 1990.

Depois da Excelsior, Jeannie é um Gênio foi para a TV Record, canal 7 de São Paulo, que exibiu também os episódios da 3ª, 4ª e 5ª temporadas.

O seriado mereceu, depois, inúmeras e sucessivas reprises em várias emissoras. Com o advento da TV colorida, os episódios da 1ª Temporada deixaram de ser comercializados por um bom tempo, até que, o Warner Channel, em 1996, passou a reprisar temporada em preto e branco em seu formato original. A Warner também exibiu os episódios da fase colorida.

Detalhe merecedor de elogios é a preservação da dublagem da série, gravada pela AIC. Em alguns episódios, a banda de som foi danificada e o canal da Warner os exibiu com legendas e som original.

No ano de 1999, a Rede TV! estreou sua programação, incluindo episódios da 1ª Temporada de Jeannie, colorizados por computador. Isso garantiu uma sobrevida comercial para esses episódios. Em março de 2002, a emissora deixou de exibir a série. Os motivos teriam sido pela falta de pagamento de exibição. Na ocasião, a série A Feiticeira foi exibida juntamente com Jeannie.

Em 2004, o estreante canal pago TCM também exibiu Jeannie é um Gênio juntamente com A Feiticeira e outras tantas séries. Ainda em 2004, Jeannie estreou também na Rede 21, do Grupo Bandeirantes, dentro da faixa noturna “Cult Séries”. No ano seguinte, foi exibida pelo extinto canal pago Retro Channel e, em fevereiro de 2006, estreou no canal Nickelodeon, dentro do bloco “Nick at Nite”, especializado em comédias produzidas entre os anos 1960/90.

TV e DVD

A Sony Pictures Home Entertainment lançou no Brasil todos os episódios de Jeannie é um Gênio em DVD. As cinco temporadas foram lançadas entre abril/2006 e julho/2008, com a dublagem original brasileira, gravada pelo estúdio AIC (salvo alguns poucos episódios onde a dublagem não pôde ser recuperada).

jeannie-e-um-genio-dvdA 1ª Temporada foi disponibilizada com os episódios colorizados por computador, visto que foram originalmente produzidos em preto e branco.

Alguns especiais foram incluídos como “extras” na caixa da 1ª Temporada, como “Comentários sobre o episódio piloto com Barbara Eden, Larry Hagman e Bill Daily” e “Jeannie é um Gênio Fora da Garrafa”.

A Sony também lançou uma caixa especial com os 20 DVDs das cinco temporadas da série. Clique aqui para consultar lojas on-line que ainda dispõem tanto da caixa quanto dos boxes de Jeannie é um Gênio em DVD.

Desde 2010, Jeannie é um Gênio vem sido exibida esporadicamente pela Rede Brasil de Televisão (canal aberto via satélite, UHF ou pelas operadoras de TV paga via satélite).

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Comentários

  1. Ronaldo H. M. da Silva disse:

    Quando criança, essa série junto com a Feiticeira fazia eu fantasiar através de mágicas, o que eu poderia fazer também. Jeannie além de linda, era divertida demais. Acompanhei através da mídia as carreiras de Larry Hagman (já falecido) e Barbara Eden que junto com Bill Daily são os únicos que estão vivos. Só site como o retrô tv , para nos proporcionar lembranças que fizeram a alegria de muita gente como eu. E hoje tem esse prazer de relembrar essa fase de prazer que tivemos ao sentar na sala para assistir essa série maravilhosa.

  2. joilton disse:

    Esta série é maravilhosa!