A Cobrinha Azul

Assista ao episódio “Caça ao Besouro” de A Cobrinha Azul, com sua dublagem original gravada pelo estúdio Telecine/RJ.

 

A Cobrinha Azul é um réptil muito alegre, confiante, cheio de esperança e atinge velocidades incríveis. Pode alcançar facilmente os insetos para o seu sustento. Seu alvo preferido é o simpático Besouro Japonês, que usa grandes óculos e está sempre comendo flores. Mas, o Besouro Japonês não é uma presa qualquer. Ele é faixa-preta de karatê, algo que impede que a Cobrinha consiga saboreá-lo.

O desenho mostra as dificuldades enfrentadas pela cobra esperta e rápida (ela se auto-proclamava a cobra mais rápida do hemisfério norte) para capturar sua refeição do dia. Os episódios, geralmente, iniciam-se com uma perseguição da Cobrinha Azul atrás do Besouro Japonês. Às vezes, depois de muito trabalho, a Cobrinha até consegue finalmente engolir o Besouro, mas sempre acaba passando por maus bocados, pois o simpático inseto aplica vários golpes de karatê dentro do estômago da Cobrinha, jogando-a de um lado para outro. Como se não bastasse ficar sem comer e tomar uma surra do besouro, a Cobrinha Azul ainda tem de escutar um cantarolar debochado, que marcou o personagem nipônico: “Toli-toli-tolá, a ‘cobla’ ficou lá…”.

A Cobrinha Azul (The Blue Racer) é mais uma criação dos estúdios DePatie-Freleng. Foi apresentada originalmente nos Estados Unidos, entre 1972-74, num total de 17 episódios. Alcançou grande sucesso ao mostrar dois personagens que surgiram, pela primeira vez, em episódios da série animada Toro e Pancho. O Besouro Japonês apareceu primeiro em “Hop and Chop” (1970) e a Cobrinha Azul apareceu depois, em “Snake in the Gracias” (1971). A personagem rastejante foi baseada na cobra azul (blue racer), um réptil que vive nos EUA, conhecido pela sua extrema velocidade de ataque às suas presas.

No Brasil, onde teve uma boa repercussão, o desenho foi exibido na década de 1970 pela TV Tupi e na década seguinte pela TVS/SBT. Depois disso, o desenho acabou deixando de ser distribuído, caindo no esquecimento das emissoras, algo que não aconteceu com alguns desenhos dos estúdios DePatie-Freleng, como A Pantera Cor-de-Rosa, Toro e Pancho, O Inspetor e Crane, a Cegonha Perna-Fina.